Tuesday, February 14, 2006

LIBERALISMO

Corrente política que se afirma na Europa e na América do Norte a partir de meados do século XVIII. O pensamento liberal é marcado por uma enorme diversidade de idéias, que foram evoluindo de acordo com a própria sociedade. O Liberalismo dominou a política européia e dos Estados Unidos no século XIX, mas nem sempre foi fiel a seu combate contra o intervencionismo estatal.

Na primeira metade do século XIX, os liberais são acérrimos defensores da propriedade privada, da economia de mercado e da liberdade de comércio internacional. Pugnam pelo fim das corporações, a desregulamentação do trabalho, defendem as liberdades políticas e o governo representativo. O Estado devia ser reduzido à sua expressão mínima, limitando-se a assegurar as condições para o pleno desenvolvimento da economia privada, promovendo a criação de infra-estruturas.

Na segunda metade do século XIX, os liberais passam a exigir que o Estado garantisse a proteção do mercado interno. No final do século, reclamam a intervenção do Estado na conquista de novos mercados internacionais e o acesso a regiões com recursos naturais. O Liberalismo passa a andar associado ao Imperialismo, quando incorpora o "Darwinismo Social", isto é, a concepção de que o Estado deve apenas centrar-se em criar condições para que os mais ricos prevaleçam sobre os mais fracos.

O Liberalismo acabou por conduzir as sociedades européias liberais para a guerra. As revoltas e revoluções sucederam-se. No plano internacional, a 1ª Guerra Mundial (1914-1918), mergulha as sociedades no caos. A crise de 1929 abala ainda mais toda a confiança no mercado. Como reação aos excessos do liberalismo, nos anos 20 e 30 emergem regimes totalitários em nome da defesa dos interesses coletivos. A preocupação com as políticas sociais e a regulamentação do mercado estavam na ordem do dia.

No final dos anos 70, o Liberalismo volta a ressurgir. Em nome da globalização, apela-se à liberdade de comércio internacional, ao fim do Protecionismo. A fim de tornar mais atrativos os países para investidores nacionais e estrangeiros, apela-se à redução dos impostos e ao fim da intervenção do Estado em muitos setores, agora potencialmente lucrativos. Após duas décadas de políticas liberais, constata-se que as desigualdades entre os países aumentaram, as políticas sociais foram reduzidas à suas mínimas expressões em muitos países.

As idéias liberais continuam a ser largamente seguidas pelos povos mais diversos no mundo, devido à valorização que fazem do papel dos indivíduos na sociedade e à defesa da liberdade que proclamam.

Friday, February 03, 2006

PONTOS DE AUDIÊNCIA, A VERDADEIRA GUERRA DAS EMISSORAS

Todas as etapas da produção dos dados de audiência passam por um rigoroso controle de qualidade. Desde a manutenção e auditoria dos aparelhos de medição automáticos, até o estabelecimento de uma central de dúvidas para os domicílios respondentes.
Cada etapa do processo de produção do dado final passa por uma análise de consistência e por um comparativo histórico.

Os domicílios respondentes ficam no máximo por quatro anos na amostra, para garantir a rotatividade que esse tipo de pesquisa necessita. Essa renovação é contínua e todo ano uma parte da amostra é trocada. Os endereços dos domicílios respondentes são mantidos sob sigilo, para evitar qualquer espécie de interferência na medição de audiência.

O cuidado com o domicílio respondente gerou, inclusive, a criação de um setor especializado para esclarecer as dúvidas em relação ao funcionamento do aparelho ou do preenchimento do caderno nas casas onde ainda não há medidores automáticos.

Desde que a audiência da televisão começou a ser medida no Brasil, em 1954, a emissoras entraram numa acirrada disputa pelos pontos de audiência no Ibope. Com o monopólio desde o início dessa medição, a empresa ganhou, no início de 2004, um concorrente oficial, chamado Datanexus, financiado pelo SBT.

É óbvio que, para o Ibope, os dados do instituto concorrente são desconfiáveis e para o Datanexus, a mesma concepção é adotada quanto ao Ibope. Essa desconfiança surgiu pelo fato de o Datanexus ser uma idéia do empresário Sílvio Santos e o Ibope funcionar como uma espécie de braço da Rede Globo.

Os dados levantados pelo novo instituto são considerados inesperados. De acordo com a publicação da Folha de São Paulo, de 08 de fevereiro de 2004, o número de domicílios com televisores ligados na Grande São Paulo diminui entre 8 e 10 pontos percentuais na pesquisa Datanexus quando comparada com o levantamento do Ibope; A audiência da Globo encolhe na mesma proporção (de 8 a 10 pontos percentuais) na medição do Datanexus. Ou seja, o público da emissora no Ibope estaria inflado entre 408 mil e 510 mil casas, já que cada ponto percentual equivale a 51 mil domicílios.

Outro grande confronto pela audiência, ocorre no final da tarde e início da noite, com os programas policiais, que tratam exclusivamente de violência, sangue e os casos mais polêmicos do país. A Rede Record e a Bandeirantes (Band) usam de todos os recursos para se manterem com os pontos de audiência elevados. São válidos até mesmo os casos de suicídio e também as reportagens já transmitidas pelo concorrente. O dinamismo é essencial nesse tipo de disputa e as emissoras devem contar com a agilidade de sua equipe de produção.

Os reality-shows também são alvos de audiência. Já com cinco edições, o Big Brother Brasil, da Rede Globo, varia entre 55 e 60 pontos percentuais no Ibope. O SBT tentou comprar os direitos da Globo, mas não conseguiu. A solução encontrada foi lançar um reality-show, porém, com pessoas famosas, em vez de anônimos. Foi o caso da Casa dos Artistas, que só obteve sucesso absoluto em sua primeira edição, em 2001. A ponto de desbancar a audiência do Fantástico nas edições de domingo, quando então alguém seria eliminado. Era a primeira vez que o Fantástico não liderava a audiência.

O que se pode concluir é que esta disputa pelos pontos de audiência sempre existirá e as emissoras estarão cada vez mais alienadas, com o propósito de passar a frente do canal concorrente. Assim sendo, a “guerra da audiência” continua.

Wednesday, February 01, 2006

DINHEIRO NÃO TRAZ FELICIDADE

Estudos e pesquisas comprovam que, além das heranças genéticas, problemas comuns de saúde, como hipertensão e diabetes são provenientes de um acúmulo de estresse que cada indivíduo possui individualmente, conforme seu ritmo de vida.

Em seu artigo "Estresse e hierarquia social", o Dr. Dráuzio Varella aborda um fator chamado Gradiente Socioeconômico, que revela a nítida relação entre o padrão de vida social com a saúde das pessoas. Pode parecer que não, mas o estresse está diretamente relacionado com a desigualdade social.

É o que mostra o primatologista Robert Sapolsky, num estudo com a classe dos mamíferos. Ele mostra que, em cada grupo de animais, existe uma hierarquia social, interferindo no acesso à alimentação dos seres considerados como inferiores.

O estresse pode ocorrer de duas maneiras, uma bastante intensa e outra mais amena. A primeira, geralmente, ocorre em situações de emergência, quando o organismo do indivíduo se desliga de algumas funções, a fim de suprir outras necessidades. Já a segunda, acontece quase imperceptivelmente, porém é mais duradoura.

Esses estudos ajudam a explicar a influência do Gradiente Socioeconômico na saúde do homem, uma vez que temos valores que nos tornam sujeitos às pressões sociais e que também nos encontramos diante de uma hierarquia um tanto complexa, como diz o autor:
"Um operário humilde pode vir a ser diretor de uma escola de samba".

ALEMANHA NAZISTA, O PESADELO JUDEU

Será verdade que o homem evolui com o passar do tempo? A resposta “não” pode ser comprovada num passado não muito distante. Em pleno século XX, quando o mundo já se considerava democrático e civilizado, a famosa Alemanha Nazista mudou para sempre a história do povo judeu. Julius Wohlauf era muito respeitado pelos amigos e também no trabalho.

Aos 29 anos, comandava um exército de 550 pessoas, o mais sangüinário corpo de extermínio nazista, e tinha como função manter a Polônia ocupada. Diariamente, vários judeus eram fuzilados no paredão de Hitler. Mesmo recém casado, em plena lua de mel, Julius voltara à Polônia para prosseguir com a matança, e sua esposa, grávida de 4 meses, assistira a tudo. Nos dias atuais parece absurdo, mas na época havia até mesmo uma aceitação da população para que esse massacre fosse realizado. Tanto que trabalhadores industriais e também donas de casa participavam da chacina. Sem falar na multidão que se aglomerava próximo aos campos de concentração para assistir a tudo.

Há 60 anos, quando Hitler suicidou-se, o nazismo foi considerado também morto e por décadas foi visto pelas pessoas como apenas um surto de loucura. Mas, agora, pesquisadores vêm criando coragem para buscar uma solução para explicar o Nazismo e descobrem que ele é conseqüente de outras idéias, aparentemente inofensivas. Primeiramente, houve um convencimento da população de que o extermínio dos judeus resultaria numa melhoria da humanidade, futuramente. Também se questiona por que somente os judeus foram escolhidos para serem extintos e, sobre isso, argumenta o historiador francês Gerald Messadié: “O primeiro anti-semitismo foi o dos romanos, que não toleravam os costumes judaicos como o shabat (dia do descanso) e o culto ao Deus único”.

Mas os nazistas não teriam feito tanto barulho sem uma terceira idéia, o Nacionalismo. Hitler seguiu as pegadas do primeiro ministro prussiano Otto von Bismarck, que venceu os franceses da Guerra Franco-Prussiana. Cheia de entusiasmo, a Alemanha lançou o imperialismo, mostrando superioridade sobre os africanos e os asiáticos e, conseqüentemente, seu direito de dominá-los. Julius e seus homens agiam com muita naturalidade, a ponto de fumar, conversar e relaxar entre os fuzilamentos e, então voltavam a disparar.

Foi com uma solução moderna, os cartões perfurados das máquinas Hollerith da IBM, que os nazistas localizaram suas vítimas. Uma última idéia talvez seja a mais chocante da história nazista. Por trás da tragédia do Holocausto, e da morte de 50 milhões de pessoas, estava o sonho de criar um mundo mais puro, mais harmonioso. Segundo o sueco Peter Cohen, surgiria uma Alemanha mais forte e bonita, num sonho ao qual só os artistas podiam dar forma. O nazismo pode até ter morrido. Mas as 5 idéias que deram origem a ele, sobreviveram à guerra e aos 60 anos depois dela. O carimbo de “aprovado pela ciência” continua sendo distribuído a esmo, e dando aval a projetos imorais. O racismo e o nacionalismo continuam como forças que movem multidões.

A “busca do progresso” e a modernidade continuam sendo argumentos invencíveis, que quase sempre dispensam a ética em nome da eficácia. E as utopias continuam convencendo o homem a desprezar o indivíduo em nome do “moderno”, do “belo” ou do “sonho”. Pelo menos já sabemos no que essa mistura pode dar. É melhor não esquecer.

A GUERRA DO VESTIBULAR

Desde os primeiros anos de vida, quando a criança começa a dar os primeiros passos e dizer as primeiras palavras, já se faz presente a chamada educação na vida de cada um.

Ainda na infância, já se começa a sonhar com uma determinada profissão... É o famoso “O que serei quando crescer?” É natural que se pense em seguir a mesma carreira dos pais, porém, nesta fase da vida, a criança ainda não é capaz de perceber todo o processo necessário para um dia se tornar um médico, dentista, advogado, entre outras profissões.

Com o passar do tempo, se atinge certa maturidade no que diz respeito à educação. Já no ensino fundamental, de 5ª à 8ª séries, os estudantes já se deparam com provas e pontos para aprovação.

Pouco mais tarde, quando então é chegada a hora de realizar todo aquele sonho de infância, o jovem é obrigado a enfrentar uma verdadeira guerra, denominada vestibular, onde qualquer deslize o torna vulnerável aos outros combatentes, no caso, concorrentes.

Sem contar com a dificuldade de escolha entre os cursos, pois na “hora H” é natural que se deixe tudo o que foi sonhado durante toda a vida, pois já se tem uma personalidade formada e já se pode definir o que gosta e o que deseja para o futuro.

É necessário que se escolha com cautela, de forma que se atinja além a da realização profissional, a realização pessoal. Afinal, não adianta ter um bom salário e não gostar do que faz.

E como tudo se dispõe de diversos pontos de vista, o vestibular também não fica por fora. Outra grande guerra, aliás, ainda mais assustadora, ocorre entre os cursinhos pré-vestibulares, que fazem de tudo para ter seus alunos aprovados, em função de um reconhecimento e fama na cidade.

Mas, infelizmente, se esquece de que não é a escola que constrói o aluno, ele mesmo é quem cultiva o próprio sucesso. Prova disso se encontra naqueles que já são “vestibulandos profissionais”, prestando concurso há vários anos sem conseguir ser aprovado.
O fato é que o mercado de trabalho se encontra cada vez mais restrito a quem tem um curso superior. Mediante a isso, o vestibular será eternamente alvo de uma grande disputa, onde é, literalmente, cada um por si e Deus por todos.

Salve-se quem puder!